24/05/2017

Bom dia Verônica, de Andrea Killmore (#32)


E finalmente eu li "Bom dia, Verônica".
Ele já tá parado aqui faz uns bons meses e por algum motivo eu perdi o tesão de ler logo que ele chegou. Por isso a demora, na verdade eu só comecei a leitura porque eu não queria ler nada e peguei ele aleatoriamente.

Fiquei surpreendida com a rapidez da minha leitura, durou só 3 ou 4 dias, isso porque quando eu comecei eu não gostei nada. Talvez por um certo preconceito, não sei se realmente acredito na história toda da autora que tá impresso em dois locais no livro e olha que foi exatamente por causa dessa história que eu quis comprá-lo pra começo de conversa.

Ela era alguém importante dentro da polícia que depois de um trabalho infiltrada em um caso, sofreu um grande perda e se viu obrigada a assumir uma nova identidade e encontrou na literatura uma forma de vencer a depressão. Nasceu dai o pseudônimo Andre Killmore.

"Bom dia, Verônica" tem como protagonista a Verônica Torres, uma escrivã/secretária de um delegado que anda bem desanimada com sua carreira. Ela acredita que seu lugar não é ali em frente a uma mesa e sim lá fora resolvendo casos. Filha de um policial corrupto, Verônica também é cheia de traumas o que inclui uma tentativa de suicídio.

Tudo muda quando num dia ela conhece Marta Campos, vítima de um golpe, que depois de procurar ajuda na polícia e não receber ajuda necessária, se joga do 11º andar. Logo depois disso, Verônica recebe a ligação de Janete que diz que corre risco de vida e fala que seu marido mata mulheres. Sabendo desses dois caso sem ligação alguma, ela então decide investigar e ajudar essas mulheres.

Apesar de eu não ter gostado dele quando começou, parecia para mim muito superficial e até meio idiota, o livro em si se mostrou muito bom. Andrea consegue te prender depois de alguns capítulos e você não consegue mais soltar o livro. A forma como ela amarra as três histórias — Verônica, Marta e Janete — é bem coerente o que me deixou feliz já que por ter várias coisas diferentes acontecendo, seria muito fácil a autora perder o que está contando.

O livro aborda temas importantes para discussão como violência doméstica e contra a mulher e o mal funcionamento dos serviços públicos. O que me deixou decepcionada na verdade foi o fato desses assuntos perderem o foco para Verônica. Não tem como negar que ela é uma personagem muito bem construída, mas seus constantes erros me irritavam. Mas claro, isso é muito pessoal. Cada um tem seu modo e limite par aturar qualquer pessoa na vida real, o mesmo acontece com personagens. Acho que Verônica é aquele tipo de pessoa que ou você ama ou odeia. Infelizmente, eu odiei.

Outro ponto que me incomodou foi o desenrolar da história do marido de Janete. Ao mesmo tempo que o desenrolar do golpista de Marta é algo extremamente animador o do PM foi desanimador para mim. É muito bem bolada o background da história dele, mas pra mim não colou...não sei explicar o motivo. Acho que acabou sendo muito além do que eu imaginava. Mas de novo, isso é muito pessoal.


Em suma, é um livro muito bem estruturado e bem desenvolvido. Te prende do começo ao fim e é bem simples de ler, sem falar da edição linda da DarkSide. Talvez o motivo de eu não ter amado de paixão seja pelo fato de eu não ser tão fã de livros policiais, de qualquer forma não achei ele um livro realmente impressionante.

E vocês, já leram? Lembro que ele tava super falado por aí na época do lançamento. Me digam o que acharam dele! Até mais


Título Original: --
Autora: Andrea Killmore
Editora: DarkSide Books
Páginas: 251
Tradução: --
O que achei?

não me cativou | okay | legal | me cativou | amei demais | alma gêmea | ONDE ESSE LIVRO TAVA SE ESCONDENDO?

1 comentário:

  1. Oioi bonita!

    Que pena que tu não gostou tanto do livro! Eu amei a capa dele, seria o motivo que eu compraria haha a premissa parece ser ótima pra quem gosta de livros desse gênero — eu —, adorei a resenha e as fotos!

    Ainda estou apaixonada pelo seu blog, e já sigo!!!!

    Beijão,
    www.cretinaliteraria.com

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